aqui mora a poesia...

aqui mora a poesia...

TERRA MÁTER


Tantas vezes, chamei-te férreo muro, 
Oh! Terra maternal, próvido abrigo, 
Hoje em preces de júbilo bendigo 
O teu cálix de dor áspero e duro. 

Beijo-te, agora, o chão... Quero e procuro 
A redenção em lágrimas contigo, 
Hosanas ao teu colo ardente e amigo, 
Restauração e sol do meu futuro!... 

Envolve-me de pranto, sonho e luta, 
Lava-me o coração de pedra bruta 
Em teus rios de amor piedoso e terso!... 

Mãe silenciosa e boa, mãe querida, 
Abre-me o seio, em luz de nova vida, 
Dá-me o consolo e a paz de novo berço!...

Alves de Faria