aqui mora a poesia...

aqui mora a poesia...

QUINTINO DO QUILOMBO


-"Não quero ver meu genro nem pintado - 
Reclamava Quintino do Quilombo 
- Zé Gaiola comigo é tiro, tombo 
Ou meu facão certeiro no picado...

" Mas o tempo foi indo...Deus louvado!... 
Quintino ficou ruim...Tinha um Colombo, 
Do Colombo crescido veio um rombo 
E morreu de repente no serrado. 

Depois...tanto vagou em correria, 
Que assombrou o Roçado da Alegria, 
Pedindo ao genro um corpo como esmola... 

Hoje, Quintino, em novo crescimento, 
É um menino amoroso e perebento, 
Agarrado na mão de Zé Gaiola.

Cornélio Pires