aqui mora a poesia...

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PRISIONEIRO

                                                                                                  
Prometeu algemado à cruz das dores, 
Bendize, em pranto, a divinal sentença 
Que te guarda no mundo a alma, suspenda, 
Entre abismos, angústias e pavores. 

Na treva dos gemidos remissores, 
Abre o sacrário virginal da crença 
E fita a vastidão divina e imensa, 
Estrelada de sonhou e esplendores... 

Do céu que buscas torturado e crente, 
Desce a esperança milagrosamente 
Por níveo anjo sobre a estranha grade... 

E encontrarás chorando do alegria, 
Além da noite dolorosa e fria, 
O caminho da Eterna Liberdade.

Cruz e Souza