aqui mora a poesia...

aqui mora a poesia...

Noite morta


Noite morta. 
Junto ao poste de iluminação 
Os sapos engolem mosquitos. 
Ninguém passa na estrada. 
Nem um bêbado. 
No entanto há seguramente 
por ela uma procissão de sombras 
Sobras de todos os que passaram. 
Os que ainda vivem e os que já morreram. 
O córrego chora. 
A voz da noite... 
(Não desta noite, mas de outra maior.)