aqui mora a poesia...

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Natal


Penso em Natal. 
No teu Natal. 
Para a bondade 
A minh’alma se volta. 
Uma grande saudade 
Cresce em todo o meu ser 
magoado pela ausência. 
Tudo é saudade... 
A voz dos sinos... 
A cadência do rio... 
E esta saudade é boa como um sonho! 
E esta saudade é um sonho... 
Evoco-te... 
Componho 
O ambiente cuja luz os teus cabelos douram. 
Figuro os olhos teus, 
tristes como eles foram 
No momento final de nossa despedida... 
O teu busto pendeu como um lírio sem vida, 
E tu sonhas, na paz divina do Natal... 
Ó minha amiga, aceita a carícia filial 
De minh’alma a teus pés humilhada de rastos. 
Seca o pranto feliz sobre os meus olhos castos... Ampara a minha fronte, e que a minha ternura 
Se torne insexual, mais do que humana - pura 
Como aquela fervente e benfazeja luz