aqui mora a poesia...

aqui mora a poesia...

Mar


Na melancolia de teus olhos 
Eu sinto a noite se inclinar 
E ouço as cantigas antigas 
Do mar. 

Nos frios espaços de teus braços 
Eu me perco em carícias de água 
E durmo escutando em vão 
O silêncio. 

E anseio em teu misterioso seio 
Na atonia das ondas redondas. 
Náufrago entregue ao fluxo forte 
Da morte.