aqui mora a poesia...

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Maísa


Um dia pensei um poema para Maísa
“Maísa não é isso 
Maísa não é aquilo 
Como é então que Maísa me comove 
me sacode me buleversa me hipnotiza? 
Muito simplesmente Maísa não é isso 
mas Maísa tem aquilo 
Maísa não é aquilo 
mas Maísa tem isto 
Os olhos de Maísa são dois 
não sei que dois não sei como diga dois 
Oceanos Não-Pacíficos. 
A boca de Maísa é isto isso e aquilo 
Quem fala mais em Maísa a boca ou os olhos? 
Os olhos e a boca de Maísa 
se entendem os olhos dizem 
uma coisa e a boca de Maísa 
se condói se contrai se contorce 
como a ostra viva em que se pingou 
uma gota de limão. 
A boca de Maísa escanteia 
e os olhos de Maísa 
ficam sérios meu Deus 
como os olhos de Maísa podem ser sérios 
e como a boca de Maísa pode ser marga! 
Boca da noite(mas de repente alvorece 
num sorriso infantil inefável)” 
Cacei imagens delirantes 
Maísa não podia gostar 
Cassei o poema Maísa reapareceu 
depois de longa ausência Maísa emagreceu 
Está melhor assim? 
Nem melhor nem pior 
Maísa não é um corpo 
Maísa são dois olhos e uma boca 
Essa é a Maísa da televisão 
A Maísa que canta 
A outra eu não conheço não 
Não conheço de todo 
Mas mando um beijo para ela.