aqui mora a poesia...

aqui mora a poesia...

Maçã


Por um lado te vejo como um seio murcho 
Pelo outro como um ventre cujo umbigo 
Pende ainda o cordão placentário 
És vermelha como o amor divino 
Dentro de ti em pequenas pevides 
Palpita a vida prodigiosa 
Infinitamente 
E quedas tão simples 
Ao lado de um talher 
Num quarto pobre de hotel.