aqui mora a poesia...

aqui mora a poesia...

LIBERDADE


Para ser livre da mundana escória, 
E alcançar a amplidão rútila e bela, 
Vence os rijos furores da procela, 
Que te freme na carne transitória. 

Despe os adornos da ilusão corpórea 
E abraça a estranha e rígida tutela 
Da aflição que te humilha e te flagela, 
Por teu caminho de esperança e glória. 

Agrilhoando à cruz do próprio sonho, 
Vara as trevas do báratro medonho, 
Nos supremos martírios da ansiedade!... 

E, ave distante dos terrestres limos, 
Celebrarás na pompa de Áureos Cimos, 
A conquista da Eterna Liberdade.

Cruz e Souza