aqui mora a poesia...

aqui mora a poesia...

ASPIRAÇÃO


Cansei-me, enfim, Senhor, das grandezas terrenas!... Verdugo, comandei por séculos sem data, 
Da tirania cita ao fastígio sarmata, 
Da cidade do Nilo aos muros de Micenas... 
Dos conselhos de Esparta aos galarins de Atenas, 
A púrpura adornou meus brasões de ouro e prata...  
Depois, rolei no pó da ambição insensata. 
Das conquistas de Roma às iras sarracenas!... 
Hoje, aspiro a olvidar o orgulho, o fausto, a glória, Reencarnar-me e sofrer na carne transitória, 
Aprendendo a ser brando, humilde e pequenino... 
Quero dar-te, Senhor, entre os dons que procuro, 
Um coração de servo em sentimento puro, 
Nas preces virginais da crença de um menino!... 

Maciel Monteiro