aqui mora a poesia...

aqui mora a poesia...

Quem sabe?...


Ao Ângelo 

Queria tanto saber porque sou eu! 
Quem me enjeitou neste caminho escuro? 
Queria tanto saber porque seguro 
Nas minhas mãos o bem que não é meu! 
Quem me dirá se, lá no alto, o céu 
Também é para o mau, para o perjuro? 
Para onde vai a alma, que morreu? 
Queria encontrar Deus! Tanto o procuro! 
A estrada de Damasco, o meu caminho, 
O meu bordão de estrelas de ceguinho, 
Água da fonte de que estou sedenta! 
Quem sabe se este anseio de eternidade, 
A tropeçar na sombra, é a verdade, 
É já a mão de Deus que me acalenta?