aqui mora a poesia...

aqui mora a poesia...

Aos olhos dele


Não acredito em nada. As minhas crenças 
Voaram como voa a pomba mansa, 
Pelo azul do ar. E assim fugiram  
As minhas doces crenças de criança. 
Fiquei então sem fé; e a toda gente 
Eu digo sempre, embora magoada: 
Não acredito em Deus e a Virgem Santa 
É uma ilusão apenas e mais nada! 
Mas avisto os teus olhos, meu amor, 
Duma luz suavíssima de dor... 
E grito então ao ver esses dois céus: 
Eu creio, sim, eu creio na Virgem Santa 
Que criou esse brilho que m'encanta! 
Eu creio, sim, creio, eu creio em Deus!